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Coarctação da Aorta em Crianças

v1.0 · 2026

Indicação

Coarctação da aorta (CoA) é estreitamento focal da aorta torácica, mais frequentemente no istmo aórtico (logo após a emergência da artéria subclávia esquerda, na inserção do canal arterial). Pode ser nativa (não tratada previamente) ou recoarctação (após cirurgia ou intervenção prévia).

Critérios para indicação de tratamento percutâneo (balão ou stent)

  • Gradiente pico-a-pico ≥ 20 mmHg no cateterismo entre aorta ascendente e descendente
  • Gradiente < 20 mmHg com:
    • Estreitamento anatômico significativo na imagem
    • Circulação colateral extensa (mascarando o gradiente)
    • Disfunção ventricular esquerda
    • Hipertensão sistêmica difícil de controlar
  • HAS sistêmica de membros superiores em criança/adolescente com gradiente entre os membros superiores-inferiores ≥ 20 mmHg
  • Recoarctação pós-cirúrgica — abordagem percutânea é primeira linha

Contraindicações relativas

  • Coarctação muito longa (segmento > 25-30 mm) com hipoplasia de arco transverso — discutir cirurgia (correção em arco)
  • Coarctação atípica (abdominal, múltipla, síndrome de Williams, Takayasu) — discutir caso a caso
  • Lactente com peso muito baixo (< 5-6 kg) e CoA nativa crítica — em geral, abordagem cirúrgica neonatal é preferida; balão como ponte em casos selecionados
Atenção: CoA nativa em recém-nascidos Em RN com CoA crítica, canal-dependente, a abordagem inicial é geralmente cirúrgica (anastomose término-terminal estendida), com excelentes resultados a longo prazo. A angioplastia com balão fica reservada a casos com alto risco cirúrgico ou como ponte em pacientes instáveis. Recoarctação pós-cirúrgica é tratada percutaneamente.

Apresentação clínica e fisiopatologia

Fisiopatologia

  • Estreitamento focal da aorta → ↑ resistência ao fluxo sistêmico → HAS de membros superiores e hipotensão de membros inferiores
  • Gradiente PA > 20 mmHg é diagnóstico clínico
  • HAS crônica → hipertrofia VE → disfunção diastólica → IC
  • Em RN com CoA crítica: dependência do canal arterial para fluxo distal — choque por fechamento ductal
  • Circulação colateral via artérias intercostais, mamárias internas, subclávias — desenvolve-se gradualmente em formas tardias

Apresentação clínica

  • RN com CoA crítica: choque, acidose, palidez, hipoperfusão de membros inferiores, dependência ductal
  • Lactente / criança pequena: IC, dispneia, falha de ganho ponderal
  • Criança maior / adolescente: HAS sistêmica difícil de controlar, frequentemente assintomática (achado em consulta de rotina)
  • Sopro sistólico em região interescapular (irradiação para dorso)
  • Pulsos femorais diminuídos ou ausentes — achado-chave
  • Diferencial PA: PAS braço > perna com diferença ≥ 20 mmHg
  • Sinais radiológicos: corrosão costal em criança maior, sinal do "número 3" no contorno aórtico

Associações importantes

  • Válvula aórtica bicúspide em 50-85% — avaliar gradiente VE-Ao e valva
  • CIV em ~30% das CoA neonatais
  • PCA persistente
  • Síndrome de Turner (10% das mulheres com Turner têm CoA)
  • Estenose subaórtica e complexo de Shone
  • Aneurismas intracerebrais (atenção em adultos)

Tipos anatômicos

ClassificaçãoCaracterísticasImplicação
Localizada (focal) Estreitamento curto (< 1 cm), em geral juxtaductal Mais responsiva a balão / stent
Segmentar (longa) Estreitamento de segmento alongado, frequentemente com arco transverso hipoplásico Stent costuma ser preferido; cirurgia em casos extremos
Pré-ductal (justaductal) Localização imediatamente proximal ao canal arterial. Mais comum em RN Tratamento neonatal cirúrgico em geral
Pós-ductal (adulto) Localização distal ao canal arterial. Mais comum em criança maior/adulto Tipo clássico tratado por intervenção percutânea
Recoarctação Recidiva após cirurgia ou intervenção prévia Tratamento percutâneo é primeira linha
Coarctação atípica Abdominal, segmentar múltipla, secundária a Takayasu, Williams etc. Avaliação caso a caso
Avaliação ecocardiográfica
  • Visualização da CoA em projeção supraesternal (eixo longo) — definição da localização e extensão
  • Diâmetro do istmo, arco transverso e aorta descendente em diafragma
  • Gradiente Doppler contínuo através da estenose — padrão de "invasão diastólica" indica obstrução significativa
  • Função do VE: hipertrofia, função sistólica, função diastólica
  • Avaliação valvar aórtica: bicúspide? estenose/insuficiência associada?
  • Investigar associações: CIV, complexo de Shone, valva mitral em paraquedas
  • Doppler abdominal: padrão de fluxo na aorta abdominal (perda de fluxo pulsátil sugere CoA hemodinamicamente significativa)

Medidas obrigatórias para escolha do dispositivo

EstruturaImportância
Diâmetro mínimo da CoADefine o ponto de menor luz — referência para o gradiente
Diâmetro do arco transversoLimite superior do balão/stent (para evitar lesão proximal)
Diâmetro da aorta descendente em diafragmaReferência principal para escolha do tamanho do balão/stent
Comprimento do segmento estenóticoDefine comprimento do stent
Distância da subcláviaImportante para evitar oclusão da subclávia esquerda
Angio-TC / RNM

Indicada como exame complementar para planejamento detalhado em todos os pacientes acima de ~5 anos ou em qualquer paciente para implante de stent.

Angio-TC com reconstrução 3D

  • Mapeamento anatômico preciso: localização, extensão, diâmetros
  • Avaliação de circulação colateral
  • Detecção de aneurismas pré-existentes
  • Anatomia da aorta torácica completa

RNM (cardio-aórtica)

  • Vantagem: sem radiação — preferida em crianças e seguimento longo
  • Sequências para fluxo (cine, contraste de fase)
  • Avaliação de gradiente
  • Visualização da função do VE e massa ventricular

Cateterismo cardíaco

  • Confirmação do gradiente pico-a-pico (entre aorta ascendente e descendente)
  • Medir pressões em VE, aorta proximal, distal
  • Aortografia em projeção lateral pura; OAE 30°; OAD 30° — padrão para visualizar a anatomia
  • Medidas com calibração (catéter pigtail centimetrado; esfera ou calibração automática)

Decisão balão vs stent

CenárioConduta preferencial
RN com CoA nativa crítica Cirurgia (anastomose término-terminal estendida) — preferida. Tratamento percutâneo como ponte/exceção.
Lactente / criança até 25 kg Angioplastia com balão — vasos ainda em crescimento; stent só aqueles que podem ser dilatados até idade adulta de baixo perfil
Criança ≥ 25 kg / adolescente Stent — vasos comportam stent que pode ser redilatado a tamanho adulto (até ~25 mm)
Recoarctação pós-cirúrgica Stent em geral preferido (lesão fibrótica, alta taxa de recoarctação após balão isolado). Balão em crianças menores.
CoA com aneurisma adjacente Stent coberto (CP coberto, BeGraft Aórtico) — exclui o aneurisma e trata a CoA simultaneamente
Princípio: o stent precisa poder crescer com o paciente O stent escolhido em criança deve poder ser redilatado até diâmetro adulto (~18-22 mm) em futuras sessões. Stents de coronária ou pequeno calibre não devem ser usados — uma vez fixados ficam em diâmetro permanente.
Preparação na sala

Anestesia e monitorização

  • Anestesia geral com IOT em todo paciente pediátrico
  • Monitorização: ECG, oximetria, PA invasiva (essencial — monitorar gradiente em tempo real durante o procedimento), capnografia
  • Aquecimento

Acessos vasculares

AcessoBainhaIndicação
Artéria Femoral (preferencial) 4Fr-12Fr (depende do dispositivo) Acesso principal — passagem de balão/stent
Femoral venosa 5Fr-6Fr Acesso para pacing rápido (ventricular) durante implante de stent em casos de CoAo de Arco
Acesso Axilar / Carotídeo 4Fr-7Fr Em RN/lactente pequeno

Medicações e suporte

  • Heparina IV 100 UI/kg após acessos (TCA alvo > 250 s)
  • Antibioticoprofilaxia: cefazolina 25-30 mg/kg IV
  • Reserva: balões em diversos diâmetros, stents (bare e covered) em diferentes tamanhos, balões BIB (balloon-in-balloon), fios extra-stiff (Lunderquist, Amplatz Super Stiff), volume cristaloide morno, hemoderivados
  • Cirurgia cardíaca / vascular de plantão — risco de dissecção/ruptura
Técnica — angioplastia com balão
  1. Cateterismo do VE retrógrado via aorta — registrar pressão proximal e distal à CoA, calcular gradiente
  2. Aortografia em projeção lateral pura + OAE 30° e OAD 30°:
    • Definir extensão e morfologia da estenose
    • Medir diâmetro mínimo, diâmetro do arco e da aorta descendente em diafragma
    • Identificar emergência das artérias subclávias
  3. Atravessar a CoA: cateter Judkins direito ou MP + Glidewire 0,035" → posicionar fio em aorta ascendente / subclávias (procurar "melhor ângulo")
  4. Trocar para fio extra-stiff (Amplatz Super Stiff ou Lunderquist) para suporte do balão
  5. Selecionar balão:
    • Diâmetro: NUNCA exceder o diâmetro da aorta descendente em nível do diafragma ou 3 vezes o menor diâmetro da CoAo
    • Comprimento: 2-4 cm (suficiente para conseguir estabilização)
  6. Angioplastia com balão: balão centralizado na CoA, insuflar lentamente até desaparecer a "cintura". Manter pressão por 5-10 segundos. Repetir 1-2 vezes
  7. Avaliação pós-dilatação:
    • Cateterismo: medir gradiente residual (alvo < 20 mmHg)
    • Aortografia nas três projeções: descartar dissecção, aneurisma, extravasamento
  8. Hemostasia arterial por compressão manual (15-20 min); dispositivo de fechamento ou sutura direta
Critério de sucesso técnico Gradiente residual < 10 mmHg e ausência de complicações (sem dissecção, sem aneurisma, sem extravasamento). Em pacientes com circulação colateral exuberante, o gradiente pode estar mascarado — interpretar com cautela.
Técnica — implante de stent
  1. Avaliação inicial igual à da angioplastia (gradiente, aortografia, medidas)
  2. Marcar a posição da estenose em relação a marcadores externos (vértebras, cateter calibrado em projeção fixa)
  3. Trocar para fio extra-stiff em aorta ascendente / subclávias
  4. Selecionar stent:
    • Diâmetro inicial: mesmo diâmetro da aorta descendente em diafragma (potencial de redilatação até 22-25 mm no adulto)
    • Comprimento: cobrir totalmente a estenose
    • Não posicionar sobre a subclávia esquerda — se a CoA está muito próxima, considerar covered stent ou cobrir e fenestrar
  5. Avaliação imediata:
    • Aortografia: descartar dissecção, vazamento, oclusão de subclávia
    • Gradiente residual
    • Pulsos periféricos
  6. Hemostasia arterial por compressão manual (15-20 min); dispositivo de fechamento ou sutura direta
Stent coberto vs bare-metal Indicações para stent coberto (CP coberto, BeGraft Aórtico):
  • Aneurisma pré-existente adjacente à CoA
  • Suspeita de dissecção em fase aguda
  • CoA "fundo cego" (luz mínima < 2 mm) — alto risco de ruptura
  • Adolescente / adulto jovem com CoA tubular
  • Recoarctação refratária após múltiplos balões/stents bare
  • Presença de Canal Arterial patente
Não usar em CoA pediátrica
  • Stents coronários (não redilatáveis a tamanho adulto)
  • Stents auto-expansíveis sem força radial adequada (Wallstent, Nitinol biliares)
  • Stents periféricos de pequeno diâmetro (< 12 mm de máximo)

Cuidados pós-procedimento

  • Repouso no leito por 6h, depois mobilização progressiva
  • Observação intra-hospitalar por 24h em unidade de cuidados intermediários
  • Monitorização contínua de PA invasiva nas primeiras 12-24h — fundamental para controle agressivo da hipertensão pós-desobstrução
  • Avaliação de pulsos periféricos e perfusão de membros inferiores
  • ECO transtorácico em 24h — gradiente residual, função do VE, descartar derrame pericárdico
  • Vigilância para "síndrome paradoxal pós-coarctectomia" — dor abdominal, distensão, íleo, HAS paroxística (ver fluxograma)
  • AAS 3-5 mg/kg/dia VO por 6 meses após implante de stent
  • Profilaxia de endocardite por 6 meses
  • Restrição de esportes de contato por 1 mês após balão; 3 meses após stent
  • Alta hospitalar após 24-48h se PA controlada e sem complicações

Complicações principais

A taxa de eventos adversos maiores em séries modernas é < 5% para stent e ~5-10% para balão isolado em CoA nativa.

Aneurisma pós-dilatação

Aneurisma identificado em angiografia de controle ou imagem de seguimento
Caracterizar: tamanho, sacular vs fusiforme, relação com a estenose tratada
Angio-TC com contraste para definição
Aneurisma significativo (> 1,5× diâmetro aórtico normal)?
Seguimento com angio-TC/RNM em 6 meses, depois anual
Controle pressórico rigoroso
Indicar tratamento:
Stent coberto (CP coberto, BeGraft Aórtico) percutâneo
OU cirurgia em casos extremos

Dissecção / ruptura aórtica

Hipotensão súbita / dor torácica intensa / extravasamento à aortografia
Suspender manipulação
Volume + transfusão
Avisar Cirurgia Cardíaca/Vascular + ECMO
Extravasamento ativo na aortografia?
Implantar stent coberto IMEDIATO sobre a área de ruptura
(salva-vidas)
Cirurgia de emergência se não conter
ECMO V-A como ponte
Stent coberto cobrindo o flap
OU expectativa com controle de PA agressivo se localizada e estável
Angio-TC seriada
Cirurgia se progressão ou complicação

Migração do stent

Stent fora da posição planejada — proximal sobre subclávia ou distal além da CoA
Confirmar com aortografia em múltiplas projeções
Avaliar permeabilidade da subclávia esquerda e fluxo distal
Migração com obstrução da subclávia ou da circulação distal?
Aceitar posição
Considerar segundo stent telescópico se gradiente residual significativo
Tentar reposicionar com balão
OU implantar segundo stent em posição correta
OU dilatar fenestra para subclávia
Resgate com snare grande (≥ 25 mm)
OU expandir o stent em local seguro (ilíaca) e implantar novo na CoA
Cirurgia se irrecuperável

Síndrome paradoxal pós-coarctectomia / arterite mesentérica

Dor abdominal pós-procedimento + distensão / íleo + HAS paroxística (24-72h)
Avaliação clínica + lab (lipase, lactato, hemograma)
Doppler/angio-TC abdominal se piora
Sinais de gravidade?
Controle agressivo de PA (β-bloqueador + nitroprussiato/IECA)
Repouso intestinal
Analgesia
Reavaliar 6/6h
Geralmente resolve em 24-72h
UTI
Cirurgia geral / vascular para avaliação
Possível isquemia / necrose intestinal

Outras complicações

ComplicaçãoFrequênciaConduta
Recoarctação Balão: 10-25%; Stent: < 10% em pediatria (necessitando redilatação no crescimento) Re-dilatação programada com o crescimento da criança. Stents devem ser planejados para redilatação até diâmetro adulto.
Fratura de stent 2-10% — mais comum em CP em arco angulado Reavaliação. Se assintomático sem recoarctação: observação. Se com recoarctação: novo stent telescopado.
Trombose / oclusão de stent Rara (< 1%) com AAS Anticoagulação plena, possível trombólise endovascular ou cirurgia
Trombose femoral / perda de pulso 3-8% em criança pequena Ver protocolo de Perda de Pulso após Cateterismo
AVC / embolia cerebral < 1% Heparinização adequada e técnica meticulosa reduzem o risco
Falha técnica ~3-5% Não cruzar a estenose, dispositivo inadequado → cirurgia

Resultados publicados

Sucesso técnico imediato

  • Stent: 90-95% de sucesso (gradiente final < 20 mmHg, sem complicações maiores) — NCDR/CCISC
  • Balão isolado: 65-75% de sucesso definido igual
  • Mortalidade peri-procedimento: < 0,5% em séries modernas pediátricas

Resultados a médio e longo prazo

  • Sobrevida em 5 anos: 96-98% (Pediatric Cardiology 2024 — coorte de coarctoplastia com stent)
  • Recoarctação em 5 anos: 10-20% após stent em pediatria; 25-40% após balão em CoA nativa
  • Necessidade de re-intervenção: 15-25% (programada por crescimento ou recoarctação)
  • Aneurisma em 5 anos: 5-10% pós-balão (CoA nativa); < 3% pós-stent
  • HAS persistente em 30-50% mesmo com gradiente residual baixo (especialmente se diagnóstico tardio)

Seguimento ambulatorial

TempoAvaliação
1 semana Consulta + ECO + PA braços e pernas + ECG — controle de PA, sítio de acesso
1 mês Consulta + ECO + MAPA 24h se HAS persistente
6 meses Consulta + ECO + ECG. Suspender AAS se evolução favorável
1 ano Angio-TC ou RNM — descartar aneurisma, avaliar diâmetro do stent, recoarctação
Anual Consulta + ECO + PA. Atenção a recoarctação, HAS persistente, IC
Cada 3-5 anos Angio-TC ou RNM — vigilância de aneurisma, fratura de stent, redilatação programada com o crescimento
Redilatação programada Em paciente que recebeu stent em idade pediátrica, a redilatação programada com o crescimento somático é parte essencial do plano de seguimento. Geralmente realizada entre 5-10 anos pós-implante, conforme tamanho da aorta na imagem. O objetivo é alcançar o diâmetro adulto da aorta descendente (~22-25 mm) sem deixar gradiente residual significativo durante a vida.
Referências bibliográficas consultadas
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  • American College of Cardiology. Management of Recurrent Coarctation in Children. ACC.org. 2025.
  • Manual de Hemodinâmica em Cardiopatias Congênitas — InCor HCFMUSP (protocolo institucional).
Aviso clínico Este protocolo é uma ferramenta de apoio à decisão clínica e não substitui o julgamento individual do médico assistente. A decisão entre balão e stent, e entre tratamento percutâneo vs cirúrgico, deve ser sempre discutida em equipe multidisciplinar. Doses e técnicas devem ser sempre conferidas em fontes primárias e ajustadas ao paciente.