Indicação
A CIA na infância é tipicamente assintomática. A indicação de fechamento é baseada em critérios anatômicos e hemodinâmicos ao ecocardiograma, e não em sintomas.
Critérios para indicação
- CIA tipo ostium secundum com:
- Sobrecarga de cavidades direitas ao ETT — dilatação de AD e VD acima do percentil esperado para a superfície corpórea
- Qp:Qs ≥ 1,5 (estimado por ECO ou medido por cateterismo se necessário)
- Idade preferencial: ≥ 4-5 anos (após janela de fechamento espontâneo)
- Peso preferencial: ≥ 15 kg (compatibilidade segura com bainha 8-14 F e perfil dos dispositivos atuais)
Contraindicações
- CIA não-secundum (ostium primum, seio venoso inferior, seio coronário) — indicação cirúrgica
- CIA seio venoso superior — avaliar oclusão via cateterismo em pacientes > 30 kg*
- Defeito muito grande (> 38 mm) ou com bordas insuficientes em múltiplas posições
- Hipertensão pulmonar irreversível (Eisenmenger, Qp:Qs < 1)
- Trombo intracardíaco ou endocardite ativa
- Drenagem venosa pulmonar anômala associada — requer correção cirúrgica, exceto em CIA seio venoso superior com drenagem anômala da veia pulmonar superior direita, em que a drenagem pode ser redirecionada para o AE pelo stent recoberto (ver protocolo dedicado)
- Átrio esquerdo pequeno sem espaço para acomodar o disco esquerdo do dispositivo planejado
* Em pacientes pediátricos com peso > 30 kg, a oclusão percutânea da CIA seio venoso superior com stent recoberto na junção VCS-AD pode ser considerada (ver protocolo dedicado). Em < 30 kg, a abordagem permanece cirúrgica.
Avaliação ecocardiográfica transtorácica (ETT) ▼
Ecocardiograma transtorácico (ETT)
- Identificação do tipo de CIA (ostium secundum vs outros)
- Diâmetro do defeito em múltiplas projeções (subcostal eixo curto e longo, paraesternal eixo curto, 4 câmaras)
- Avaliação das bordas — janelas subcostais são particularmente úteis na criança
- Sobrecarga de cavidades direitas (AD, VD), z-score do diâmetro de VD
- Movimento paradoxal do septo interventricular
- Função ventricular direita
- Estimativa de PSAP por refluxo tricúspide
- Identificação das veias pulmonares e descarte de drenagem venosa anômala
- Dimensão do átrio esquerdo (diâmetro ântero-posterior e diâmetros médio-laterais) — fundamental para o planejamento
ETE intra-procedimento — guia da intervenção ▼
Realizado sob a mesma anestesia geral do procedimento. Substitui a avaliação pré-procedimento e guia toda a intervenção. O ETE é o padrão em pediatria — a anestesia geral já é mandatória para o procedimento, o que torna o ICE menos vantajoso nesta faixa etária.
Objetivos do ETE intra-procedimento
- Confirmar tipo da CIA (ostium secundum) e descartar drenagem venosa pulmonar anômala
- Medir o defeito em múltiplas projeções (4 câmaras 0°, eixo curto da válvula aórtica 30-60°, bicaval 90-110°)
- Avaliação detalhada das bordas (ver tabela)
- Pesquisar múltiplos defeitos e septum aneurismático
- Medir o átrio esquerdo em todos os eixos para confirmar acomodação do disco esquerdo
- Avaliar função das válvulas AV (mitral e tricúspide)
- Guiar a passagem do fio-guia através da CIA até a veia pulmonar superior esquerda
- Guiar o sizing balloon (técnica de stop-flow)
- Guiar a liberação do dispositivo e confirmar posição estável após tug test (push-pull)
- Confirmar oclusão e descartar shunt residual significativo
- Descartar derrame pericárdico ao final do procedimento
Avaliação das bordas ao ETE — critério de elegibilidade ▼
Borda ≥ 5 mm = adequada. Borda 1-5 mm = deficiente. Borda < 1 mm = ausente. A borda mais frequentemente deficiente é a aórtica (anterossuperior), presente em até 40-50% dos casos.
| Borda | Janela ETE | O que avaliar |
|---|---|---|
| Aórtica (anterossuperior) | Eixo curto da válvula aórtica (30-60°) | Distância da margem do defeito até a parede da aorta. Deficiência aumenta o risco de erosão. |
| Posterossuperior (VCS) | Bicaval (90-110°) | Distância até a embocadura da veia cava superior |
| Posteroinferior (VCI) | Bicaval (90-110°) | Distância até a embocadura da veia cava inferior |
| AV (atrioventricular) | 4 câmaras (0°) | Distância até a inserção das válvulas mitral e tricúspide |
| Posterior (atrial) | Eixo curto / 4 câmaras | Distância até a parede atrial posterior |
Dispositivos disponíveis ▼
Em nossa rotina pediátrica utilizamos duas próteses:
| Dispositivo | Características | Tamanhos |
|---|---|---|
| Amplatzer Septal Occluder Abbott — anteriormente AGA Medical / St. Jude |
Auto-expansível, dois discos de nitinol unidos por uma cintura central, preenchido com poliéster. Padrão histórico de referência, com a maior experiência mundial e seguimento de mais longo prazo em pediatria. | Cintura: 4-38 mm |
| GORE Cardioform Septal Occluder W. L. Gore & Associates |
Estrutura de nitinol em filamentos, totalmente recoberta por ePTFE. Perfil mais baixo e maior conformabilidade ao septo. Recolocável e re-inserível antes da liberação. Tem melhor perfil em CIAs dinâmicas e em bordas anteriores deficientes. | 27, 32, 37, 44, 48 mm (diâmetro do disco) |
- Amplatzer: primeira escolha na maioria das CIAs ostium secundum com bordas adequadas. Mais robusto em CIAs grandes e com septum espesso.
- GORE Cardioform: preferido quando há borda aórtica deficiente, septum aneurismático ou CIA dinâmica, pelo perfil mais conformável e pela menor incidência de erosão descrita em séries pediátricas dedicadas.
Seleção do tamanho do dispositivo — tamanho da CIA e do átrio esquerdo ▼
Em pediatria, a escolha do dispositivo deve considerar dois eixos: o tamanho do defeito (diâmetro estirado / "stretched diameter") e as dimensões do átrio esquerdo, que devem acomodar o disco esquerdo sem impacto sobre estruturas vizinhas.
1) Tamanho da CIA — diâmetro estirado (stop-flow)
- Sizing balloon insuflado lentamente até que o shunt cesse ao Doppler color (técnica stop-flow)
- Mede-se o diâmetro do balão na cintura formada pelo defeito (em projeções angulares e ao ETE)
- Em CIAs simples, com bordas adequadas e ECO 3D detalhado, o sizing balloon pode ser dispensado
2) Regra de oversize
- Com stop-flow: +1 a +2 mm sobre o diâmetro estirado (stop-flow)
- Sem stop-flow (medida ao ETE/ECO em repouso):
- +20% sobre o diâmetro estático em septo rígido
- +25% sobre o diâmetro estático em septo fino ou aneurismático
3) Dimensão do átrio esquerdo — disco esquerdo precisa caber
O disco esquerdo do Amplatzer é maior do que a cintura. Antes de escolher o tamanho final, é mandatório confirmar que o eixo maior do AE comporta o disco esquerdo com folga.
| Cintura Amplatzer (mm) | Diâmetro do disco esquerdo (mm) | Eixo maior mínimo do AE recomendado |
|---|---|---|
| 4-10 | cintura + 12 | ≥ disco esquerdo + 2-3 mm |
| 11-22 | cintura + 12 a 14 | ≥ disco esquerdo + 2-3 mm |
| 24-32 | cintura + 14 | ≥ disco esquerdo + 2-3 mm |
| 34-38 | cintura + 14 | ≥ disco esquerdo + 2-3 mm |
Valores aproximados — consultar a IFU do dispositivo para a versão atual em uso.
- Compressão sobre a parede livre do AE e da raiz aórtica (fator de erosão)
- Impacto em veias pulmonares direitas
- Interferência mecânica com a válvula mitral em CIAs próximas à borda AV
Cuidados pós-procedimento
- Repouso no leito por 6h, depois mobilização progressiva
- Observação intra-hospitalar por 24h
- Telemetria por 24h em casos selecionados
- ECO transtorácico em 24h — descartar trombos, confirmar posição do dispositivo, descartar shunt residual significativo. Avisar a equipe da Hemodinâmica em caso de derrame pericárdico ou alterações.
- ECG e Rx de tórax antes da alta
- AAS 3-5 mg/kg/dia VO por 6 meses + Clopidogrel 1 mg/kg/dia por 1-3 meses em CIAs grandes com dispositivos Cardioform > 44 mm
- Profilaxia de endocardite por 6 meses pós-procedimento (recomendação AHA)
- Restrição de esportes de contato por 1 mês
- Alta hospitalar após 24h se sem complicações
Complicações principais
⚠️ Erosão cardíaca — complicação mais grave
Detalhes — fisiopatologia, fatores de risco, apresentação, conduta e prevenção ▼
Incidência ~0,1-0,3% (séries pediátricas e mistas), porém com mortalidade significativa se não reconhecida precocemente. Maioria dos relatos com Amplatzer; relatos isolados com Cardioform.
Fisiopatologia
Atrito mecânico crônico do disco do dispositivo sobre o teto do átrio (junção AE/AD com a raiz aórtica) leva a erosão progressiva da parede atrial e/ou da raiz aórtica, evoluindo para perfuração e tamponamento cardíaco ou fístula aorto-atrial. A maioria dos casos clínicos surge nas primeiras 72 horas, mas há descrições até 5 anos pós-implante.
Fatores de risco (Amin 2004; McElhinney 2016; Moore 2013)
- Borda aórtica ausente ou deficiente em múltiplos planos — fator mais consistentemente associado
- Borda posterossuperior deficiente
- Defeito dinâmico (variação ≥ 50% do diâmetro durante o ciclo cardíaco)
- Septo mal alinhado (malalinhamento septal)
- Oversize do dispositivo em CIA com bordas frágeis
- CIAs grandes (> 25-30 mm) em pacientes pequenos
- Disco esquerdo desproporcionalmente grande para o AE
Apresentação clínica
- Dor torácica súbita visceral / "fisgada"
- Hipotensão / instabilidade hemodinâmica
- Sinais de tamponamento: distensão jugular, pulso paradoxal, abafamento de bulhas
- Síncope ou pré-síncope
- Derrame pericárdico ao ECO — sinal mais precoce e mais sensível
- Em casos de fístula aorto-atrial: sopro contínuo novo, IC progressiva
Diagnóstico
- ECO transtorácico imediato diante de qualquer dor torácica, hipotensão ou síncope no pós-procedimento — derrame pericárdico é o sinal de alarme
- ETE ou angiotomografia se ETT não conclusivo
- Avaliar posição do dispositivo, integridade da parede atrial e da raiz aórtica, presença de fístula aorto-atrial
Conduta
- Reconhecimento precoce — reduz mortalidade dramaticamente
- Pericardiocentese de emergência se tamponamento (estabilização)
- Cirurgia cardíaca de emergência — toracotomia, retirada do dispositivo, sutura/patch da perfuração e fechamento cirúrgico da CIA
- ECMO V-A pode ser ponte até a cirurgia em casos instáveis
Prevenção
- Avaliação criteriosa das bordas ao ETE intra-procedimento — deficiência multibordas: discutir cirurgia
- Não oversize excessivo do dispositivo
- Considerar GORE Cardioform em casos com borda aórtica deficiente e/ou septum aneurismático
- ECO 24h pós-procedimento obrigatório — derrame pericárdico precoce é alerta máximo
- Acompanhamento ambulatorial rigoroso com ECO seriado nos primeiros meses
- Orientar a família sobre sinais de alarme tardios (dor torácica nova, dispneia, síncope) — procurar atendimento imediato
suspeita de erosão
Manter vigilância clínica e ECO seriado por 24-48h
(localizar perfuração, posição do dispositivo)
ECMO V-A se instabilidade refratária como ponte
⚠️ Embolização do dispositivo
Detalhes — incidência, fatores de risco, localizações, prevenção ▼
- Incidência: 0,5-1,5% em séries pediátricas. Ocorre nas primeiras horas/dias após o implante
- Fatores de risco: subdimensionamento, borda inadequada, septum aneurismático, anatomia atrial deformada, técnica de liberação inadequada
- Localizações comuns: AD, AE, ventrículos, aorta descendente
- Prevenção: tug test rigoroso (push-pull) antes da liberação; confirmação ecocardiográfica de discos paralelos ao septo
embolização do dispositivo
OU instabilidade hemodinâmica súbita pós-liberação
Bolus volume + suporte hemodinâmico
(AD, VD, AP / AE, VE, aorta)
Resgate com snare/laço gooseneck pela ponta de microparafuso
Decidir entre novo dispositivo (maior) ou cirurgia eletiva
(retirada + fechamento cirúrgico da CIA)
ECMO se instabilidade refratária
Bloqueio AV (BAV)
- Incidência: 0,5-1%. Mais frequente em CIAs próximas ao nó AV ou com dispositivo grande em criança pequena. Geralmente transitório e reversível
- Mecanismo: compressão / inflamação local sobre o sistema de condução
- Conduta:
- BAV de 1º grau ou Mobitz I: observação
- BAV de alto grau ou BAV total: corticoide IV, monitorização contínua, suspender ASS/Clopidogrel se sangramento associado
- BAV total persistente > 7-14 dias: marcapasso definitivo (raro)
- Casos selecionados refratários: retirada cirúrgica do dispositivo
⚠️ Trombose sobre o dispositivo
Detalhes — incidência, apresentação, fatores de risco ▼
- Incidência: < 1% com antiagregação adequada. Mais comum nos primeiros 3-6 meses, antes da endotelização completa
- Apresentação: assintomática (achado em ECO de seguimento) ou eventos embólicos sistêmicos (AVC, isquemia periférica)
- Fatores de risco: má aderência à dupla antiagregação, dispositivo grande, septum aneurismático, estado pró-trombótico (síndrome nefrótica, infecção sistêmica, trombofilia)
trombose sobre o dispositivo
OU evento embólico sistêmico (AVC, isquemia)
Avaliar tamanho, mobilidade e localização do trombo
aderência à AAS/Clopidogrel, infecção, síndrome nefrótica, trombofilia
Heparina IV (TTPA 1,5-2x) → Enoxaparina 1 mg/kg 12/12h SC
(controle anti-Xa 0,5-1,0 U/mL)
ECO seriado a cada 2-4 semanas
Manter AAS isolada até endotelização
Considerar cirurgia (extração + fechamento cirúrgico da CIA)
Discussão multidisciplinar urgente: anticoagulação prolongada vs cirurgia
cirurgia cardíaca (extração do dispositivo + fechamento cirúrgico)
Arritmias atriais
- Geralmente transitórias, mais frequentes na 1ª semana pós-procedimento
- Em pediatria, predominam ESSV e taquicardia atrial focal; FA é incomum em crianças
- Conduta: conforme tipo, geralmente conservadora. Episódios sintomáticos sustentados → considerar antiarrítmico ou ablação
Shunt residual
- Pequenos shunts são frequentes nas primeiras semanas com fechamento progressivo conforme endotelização
- Shunt significativo persistente > 6-12 meses com sobrecarga de cavidades direitas: avaliar implante de segundo dispositivo
Complicações de acesso vascular
Trombose femoral, perda de pulso, hematoma, pseudoaneurisma — ver protocolo dedicado de Perda de Pulso após Cateterismo.
Seguimento ambulatorial
| Tempo | Avaliação |
|---|---|
| 24h pós-procedimento (alta) | ECO transtorácico, ECG, Rx de tórax — atenção a derrame pericárdico |
| 1 semana | ECO + consulta — vigilância para derrame pericárdico tardio (erosão precoce) |
| 1 mês | Consulta + ECO — confirmar posição, oclusão, ausência de derrame |
| 6 meses | Consulta + ECO — confirmar oclusão completa, regressão da sobrecarga de cavidades direitas. Suspender AAS se oclusão completa. Liberar profilaxia ATB. |
| 1 ano | Consulta + ECO — alta cardiológica de rotina se sem alterações |
| Anos seguintes | Consulta anual nos primeiros 3-5 anos. Após esse período, seguimento espaçado. |
- Du ZD, Hijazi ZM, Kleinman CS, Silverman NH, Larntz K. Comparison between transcatheter and surgical closure of secundum atrial septal defect in children and adults: results of a multicenter nonrandomized trial. J Am Coll Cardiol. 2002;39(11):1836-44.
- Fischer G, Stieh J, Uebing A, Hoffmann U, Morf G, Kramer HH. Experience with transcatheter closure of secundum atrial septal defects using the Amplatzer septal occluder: a single centre study in 236 consecutive patients. Heart. 2003;89(2):199-204.
- Knirsch W, Dodge-Khatami A, Valsangiacomo-Buechel E, et al. Challenges encountered during closure of atrial septal defects. Pediatr Cardiol. 2005;26:147-153.
- Amin Z, Hijazi ZM, Bass JL, Cheatham JP, Hellenbrand WE, Kleinman CS. Erosion of Amplatzer septal occluder device after closure of secundum atrial septal defects: review of registry of complications and recommendations to minimize future risk. Catheter Cardiovasc Interv. 2004;63(4):496-502.
- McElhinney DB, Quartermain MD, Kenny D, Alboliras E, Amin Z. Relative risk factors for cardiac erosion following transcatheter closure of atrial septal defects: a case-control study. Circulation. 2016;133(18):1738-46.
- Moore J, Hegde S, El-Said H, et al; ACC IMPACT Steering Committee. Transcatheter device closure of atrial septal defects: a safety review. JACC Cardiovasc Interv. 2013;6(5):433-42.
- Diab KA, Cao QL, Bacha EA, Hijazi ZM. Device closure of atrial septal defects with the GORE HELEX/Cardioform septal occluder: safety and outcomes. Catheter Cardiovasc Interv. 2018.
- Bartakian S, El-Said HG, Printz B, Moore JW. Use of intracardiac echocardiography for ASD device closure: comparison with transesophageal echocardiography in pediatric patients. JACC Cardiovasc Interv. 2013;6(9):974-81.
- Silvestry FE, Cohen MS, Armsby LB, et al. Guidelines for the Echocardiographic Assessment of Atrial Septal Defect and Patent Foramen Ovale. J Am Soc Echocardiogr. 2015;28(8):910-58.
- Saxena A, Divekar A, Soni NR. Selection of devices for atrial septal defect closure in pediatric patients. Indian Heart J. 2015.
- Crawford GB, Brindis RG, Krucoff MW, Mansalis BP, Carroll JD. Percutaneous atrial septal occluder devices and cardiac erosion: a review of the literature. Catheter Cardiovasc Interv. 2012;80(2):157-67.
- AHA Scientific Statement: Indications for cardiac catheterization and intervention in pediatric cardiac disease. Circulation. 2011;123:2607-52.
- Manual de Hemodinâmica em Cardiopatias Congênitas — InCor HCFMUSP (protocolo institucional).
Portal › Protocolos › Fechamento de CIA — Criança